domingo, 15 de março de 2015

CARTAS



Para estimular o diálogo e o conhecimento mútuo entre professores e alunos do Ensino Médio desenvolvemos uma atividade inspirada pelo material do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, que consistiu na escrita de uma “Carta aos Estudantes” por parte dos professores e de “Cartas aos Professores”, por parte dos estudantes das turmas desse nível de ensino (duas das três turmas que participaram da atividade escreveram mais de uma carta). A atividade foi desenvolvida no final do ano letivo de 2014. Eis as cartas que foram produzidas:

 Caros alunos,


É a vocês que estas poucas palavras são dirigidas, vocês que são os jovens do nosso município e dos quais toda a sociedade espera muito, pois vocês serão os futuros chefes da nação e terão o poder em suas mãos. Com isso, terão também a responsabilidade de governar e transformar a sociedade. Esse é um discurso que já escutaram muitas vezes, não é? Saibam que outras ainda virão, pois a face incerta do futuro naturalmente nos preocupa. Porém, é o presente que hoje queremos falar.

Sabemos que nesta fase da vida, muitas são as dúvidas e as angústias enfrentadas, e que, muitas vezes, tudo parece confuso. Mas mesmo assim é preciso avançar, traçando metas e objetivos. Contudo, para que essas metas e objetivos sejam possíveis, não podem perder de vista o conhecimento.

Essas palavras parecem soar como um divisor de águas: responsabilidades compartilhadas no Ensino Fundamental e responsabilidades cobradas no Ensino Médio. E isso, por vezes, assusta. Então, gostaríamos que vocês soubessem que o medo não é de todo negativo, pois ele é o que antecede a descoberta, a realização, e ele é essencialmente o “freio” que em muitos momentos precisamos. O que não concordamos é com o conformismo com as situações que ainda podem ser transformadas e não o são. Principalmente por se tratar de vocês: jovens que trazem na sua essência a curiosidade e o desejo de saber mais.

Vocês sabem que o conhecimento sempre fez a diferença na história da humanidade desde o início, quando o homem passou a dominar o uso do fogo e todas as etapas posteriores da evolução humana. Hoje, em pleno século XXI, vivemos a era da informação, onde todos sabem de tudo e simultaneamente. Mal acaba de acontecer um fato e o mundo todo já possui a informação. Toda essa facilidade de comunicação já está substituindo as relações humana: um aperto de mão, um olhar “olho no olho”. Poucas vezes paramos para conversar, trocar ideias, dividir sonhos e angústias, ou até mesmo, apenas jogar conversa fora. Por isso, queremos dialogar.

Nós entendemos que vocês precisam ser ouvidos, que esperam por alguém que lhes dê uma palavra amiga e que ao seu lado caminhe segurando a mão. Contudo, não podemos assumir nada no lugar de vocês. Mas queremos propor o desafio de serem jovens dentro da escola, manifestando suas potencialidades na configuração de uma realidade mais interessante para todos.

E por que não aproveitar o espaço escolar para juntos traçarmos objetivos e saborearmos cada descoberta e cada conquista, sendo o apoio um do outro e, ao final, até rirmos juntos?

Se o desafio for aceito, seremos parceiros, a começar pela longa conversa que podemos ter, pois muitas de suas angústias também são as nossas, talvez vistas de um ponto de vista diferente. Então, por que não juntarmos forças para superá-las? Assim, transformaremos a escola num ambiente agradável e de efetiva construção, onde todos trabalhem por um mesmo ideal: uma sociedade mais justa e fraterna.


Caros Professores!


                 Nós só temos a agradecer por tudo o que já fizeram por nós e cada dia que passamos juntos na escola. Aprendemos coisas novas e que quando precisamos de vocês agradecemos por estarem sempre estarem nos incentivando e nos guiando para o caminho certo.

          Hoje somos julgados e cobrados, pelas nossos atos e ações. Podemos ser exemplos para alguns e decepções para outros. Estamos crescendo e adquirindo novas responsabilidades, temos conflitos em decidir o que queremos, e somos muito pressionado por nossas escolhas. Muitos de nós ainda fogem de certos desafios e outros os encaram. As dificuldades sempre estarão no caminho e devemos superá-las.

          Acreditamos que de além da família e dos amigos temos a escola para nos aconselharmos, ajudar-nos e apoiar-nos em tudo o que tivermos por objetivos na vida. A base de tudo é o conhecimento, é com vocês que nos transmitem esse conhecimento que podemos contar para um futuro promissor, onde erros são cometidos, mas que servem para nos tornarmos pessoas melhores. Juntos construímos histórias, compartilhamos dúvidas e angústias.

          Entendemos que o conhecimento é importante e necessário, e sabemos que precisamos disso para crescemos e amadurecermos, porém o que nos aflige são os obstáculos que nós encontramos dentro do colégio como estudantes. Isso nos preocupa porque sabemos que estes obstáculos que interferem no nosso conhecimento não nos ajudam em nada no futuro, pelo contrário, apenas nos atrasam como estudantes universitários.

             “O futuro é pleno de conhecimento onde vencem os melhores” 



(Carta da 2ª Série, turma 1)


Caros Professores,


          Estamos contentes por terem pedido nossa opinião, sobre o desenvolvimento de um ambiente escolar melhor. Sabemos que somos o futuro da nossa nação, e isso nos preocupa, e para tanto necessitamos de muita responsabilidade e conhecimento.

          Nós também queremos ajudar a transformar o espaço escolar, dando o máximo de nós para termos uma escola mais significativa, ouvindo e sendo ouvidos.

          Gostaríamos de ter mais direito de manifestar nossos desejos, pois algumas vezes somos alertados e ou até punidos por discordar de ideias da escola. Com ideias de alunos da nossa escola, juntas com a experiência e a convivência de vocês professores, podemos tornar o ambiente escolar mais agradável e atraente. Todo aluno, tem o dever de respeitar e cumprir com as regras escolares, mas também tem o direito de expor suas opiniões, desde que elas sejam a favor do desenvolvimento da escola.           



(Carta da 2ª Série, turma 1)


Caros Professores!


          Nos dirigimos a vocês por conta de todas as responsabilidades que teremos no futuro. Que hoje nos sentimos com dúvidas e medos, somos cobrados, pois a sociedade está esperando o desenvolvimento do nosso país e não podemos decepcionar.

          Esta é a fase em que mais questionamentos nos ocorrem. Temos muitas decisões a tomar e muito medo de errar. Um dos medos é não acertar na escolha da carreira profissional, pois isso nos deixa inseguros, pois escolher aquilo que condiz com a nossa personalidade nem sempre é fácil.

          Para que nosso aperfeiçoamento e nossa atualização sejam aprimorados pensamos que a escola deveria ampliar o acesso às tecnologias disponibilizando novas oportunidades no espaço escolar. Isso nos ajudaria na preparação para o mercado de trabalho e a interação com as mesmas.

          As aulas práticas nos auxiliariam para um melhor atendimento do conteúdo, pois a melhor maneira de aprender é fazendo. E para complementar aquilo que é trabalhado nas aulas expositivas e práticas, seria muito importante se pudéssemos ter viagens de estudo, confraternizações entre turmas e eventos culturais.

          Professores, sabemos que não é dever de vocês trazer essas melhorias para nossa escola, mas sim do governo. Essas são algumas ideias que, pensamos, podem aperfeiçoar nosso aprendizado, por isso acreditamos que assim poderemos contribuir com o crescimento de nosso país. Sabemos que para isso precisamos estudar muito, pois o que mais queremos é adquirir conhecimento.



(Carta da 2ª Série, turma 2)


Caros professores!


            É a vocês que estas poucas palavras são dirigidas, vocês que são os nossos educadores, e dos quais esperamos aprender cada vez mais, pois vocês são responsáveis pelo nosso futuro. Com isso tem o compromisso de transformar a nossa sociedade. Talvez nunca tenhamos parado para escrever a importância que vocês representam em nossas vidas.

          Sabemos que nesta fase da vida são muitas as dificuldades de aprendizagem enfrentadas por vocês em função de nós. Mas mesmo assim não desistem, traçando para nós metas e objetivos os quais buscamos alcançar. Então gostaríamos que vocês soubessem que somos eternamente gratos por terem tentado nos passar conhecimento. O que não concordamos é com a desigualdade por parte dos professores em relação a alguns alunos diferenciando o tratamento.

          Poucas vezes paramos para trocar ideias e discutir nossas diferenças. Nós entendemos que às vezes agimos de forma equivocada, não dando o real valor ao que nos é ensinado. Contudo estamos cientes que não cabe a vocês obrigar-nos a aprender. Nos comprometemos a tentar mudar nossas atitudes, nos dedicando mais e vivenciando o que nos foi ensinado durante esses anos.

          Queremos pedir desculpas por não termos suprido suas expectativas, os deixando muitas vezes decepcionados com nosso comportamento e conformismo.



(Carta da 3ª Série, turma 1)


Caros professores!


            Saibam que vocês são de fundamental importância na nossa caminhada e principalmente neste momento de conclusão de mais uma etapa de muitas que virão, o conhecimento que nos transmitiram será sem dúvida uma porta de entrada para novos horizontes.

          Hoje, com maturidade, os motivos pelos quais nos deram aqueles “puxões de orelha”, corrigindo nossos atos, ficam mais claros, pois a sociedade não nos dará uma segunda chance, assim como vocês nos proporcionaram.

          Pedimos, em nome da turma, que nos desculpem pelos desentendimentos ocorridos, pela falta de compreensão em alguns momentos e por todos os erros cometidos, os quais, de certa forma, não foram intencionais.

          Queremos também, por meio desta, agradecer por serem nossos segundos pais, nos educando, ensinando e transmitindo-nos confiança para seguirmos em frente e assim nos tornarmos cidadãos melhores. Por outro lado, queremos agradecer por nos “aturarem” por tantos anos, por “aturarem” nossas infantilidades e nossas falhas. Educadores, seremos sempre gratos por seus ensinamentos.



(Carta da 3ª Série, turma 1)


quinta-feira, 12 de março de 2015

E FOI DADA A LARGADA...

Foram iniciadas neste dia 11 de março as atividades do programa Mais Educação da EEB Santa Helena. 
Na oportunidade, cerca de 100 alunos participaram de atividades diferenciadas desenvolvidas em período integral.
Os estudantes participaram assim, das atividades que foram previamente escolhidas pela escola, sendo estas o tênis de mesa, a oficina de desenho, o acompanhamento pedagógico e uma sala temática de línguas estrangeiras. Através destas oferta-se a possibilidade de complementação e aprofundamento dos conhecimentos nas áreas referidas. 













quinta-feira, 20 de novembro de 2014

 PLAC II -  ATIVIDADE  1
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA SANTA HELENA – SC
POLO DE SÃO MIGUEL DO OESTE
NOME: SADI COLETTO, MARCIANA G. GUERRA e SOELI M. PANCOTTE 
PROFESSORA: Nilza Godoy Gomes 

Plac 2: Término da atividade. Atividade 1: Primeiro momento – Ampliando nossos repertórios sobre experiências de aprendizagens em rede.
Primeira experiência- Dança nas aulas de Educação Física.
Escolhemos a atividade de Educação física, porque, em nossa escola, trata-se de uma inovação o trabalho com dança e tecnologias digitas nessa disciplina. A inovação está no fato de proporcionar o uso do celular como ferramenta durante as aulas, contribuindo para desenvolver e enriquecer a atividade proposta, mostrando novas possibilidades. Além de contemplar vários outros conceitos curriculares, que anteriormente não eram trabalhados, essa atividade mobilizou os alunos para a pesquisa e a produção de novos conhecimentos.

As aulas de Educação física ocorreram nos diversos espaços da E.E.B. Santa Helena: ginásio, área coberta, salas de aula, laboratório de informática e em diferentes momentos. Inicialmente a professora apresentou a proposta de trabalho com a dança, os conceitos, as vantagens e habilidades a serem desenvolvidas aos alunos de todas as turmas, desde o sexto ano do ensino fundamental até a terceira série do ensino médio. Iniciaram com a organização dos grupos por afinidades e cada um na sua turma. O trabalho todo foi realizado nas aulas de Educação Física, tendo sido estipulados os prazos a serem cumpridos: As três primeiras aulas seriam para pesquisa e escolha da música e passos de danças. Para o desempenho da tarefa, os alunos usaram o laboratório de informática e também seus celulares. As próximas cinco aulas seriam para montagem da coreografia com os passos e a música escolhida. As outras quatro aulas seriam para ensaio e posterior apresentação para sua turma, sendo esta gravada com uma filmadora e avaliada pela professora. Na aula seguinte às apresentações, a professora apresentou a gravação para os alunos usando o notebook e o data show, e juntos fizeram a avaliação final. Na ocasião, cada grupo também realizou uma autoavaliação do trabalho desenvolvido, destacando o que aprenderam e o que poderia ser melhorado.



Segunda experiência: Trabalho com o Gênero Teatro a partir de textos lidos e pesquisados.

Nas aulas de Língua Portuguesa a professora trabalha á partir de gêneros textuais e no final do terceiro bimestre com o gênero teatro nas turmas de oitavo ano. Os objetivos deste trabalho eram:
·         Reconhecer as características básicas do texto teatral;
·         Ler e interpretar textos teatrais;
·         Apresentar um texto teatral;
·         Conhecer as funções dos vários profissionais envolvidos na encenação de um texto teatral;
·         Produzir resenha crítica de uma peça de teatro; entre outros relacionados a gramática.
Todo trabalho foi realizado durante as aulas e nos diversos espaços da Escola: sala de aula, área coberta com o celular e laboratório de informática. Inicialmente a professora trabalhou a parte teórica, após os alunos se organizaram em grupos por afinidade, pesquisaram e escolheram os diferentes textos e montaram as peças teatrais. A seguir por várias aulas ensaiaram e prepararam a apresentação para as demais turmas da escola.
Os resultados deste trabalho foram excelentes peças teatrais que foram apreciadas por todos na escola.

                                                       vídeo teatro
                                                     
                                                       Vídeo teatro II

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

CONSTRUINDO O RETRATO DA ESCOLA


  Escola de Educação Básica Santa Helena

Professora: Cristina Martinez Hipólito

Tutor: Marcos Fiorentin

Cursistas: Soeli M. Pancotte, Marciana G. Guerra, Sadi Coletto


A Escola de Educação Básica Santa Helena é a única escola do município que atende alunos das séries finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio. Dentre as turmas citadas, contamos com aproximadamente 220 alunos, distribuídos nos três turnos, matutino, vespertino e noturno. Para estes, o uso das TDICs é disponibilizado de acordo com o planejamento e a solicitação dos professores, sendo que, na maioria, o recurso mais utilizado é o laboratório de informática, embora com grandes limitações, pela insuficiência de equipamentos, pela falta de manutenção e atualização dos mesmos.

            De acordo com o observado na pesquisa realizada com os colegas professores, as TDICs são utilizadas como recurso pedagógico, como ferramenta para o desenvolvimento do processo ensino – aprendizagem. Podemos citar alguns casos como: Nas aulas de ensino religioso, observamos que os alunos estavam usando o laboratório de informática para buscar algumas letras de músicas sobre valores humanos, que seriam usadas para produção de paródias e discussão do tema “valores humanos”. Nas aulas de educação física, os alunos estavam trabalhando dança, utilizaram seus celulares para pesquisar, montar e ensaiar uma coreografia, previamente organizados em grupos. O uso do celular como ferramenta durante as aulas contribuiu para desenvolver e enriquecer a atividade proposta, mostrando novas possibilidades. Nas aulas de biologia, o professor está usando a ferramenta power point  com alunos para montar apresentações sobre os conteúdos estudados. Cada grupo trabalha com uma parte do conteúdo e elabora uma apresentação para ser analisada e discutida na turma. Sendo assim, a utilização dos notbooks durante as aulas serve para potencializar a busca de informações necessárias para ampliar e aprofundar o conhecimento. Outras disciplinas usam notbook e o data show para vídeos curtos ou observação de imagens para complementarem suas aulas. Contudo, constatamos que, na maioria das vezes, o uso das diferentes tecnologias acontece em caráter informativo, ou seja, para buscar informações sobre algo ou para divulgar tais informações. E nesta perspectiva, entendemos que as limitações existentes quanto às estruturas tecnológicas, ao espaço físico, à formação e aos investimentos disponibilizados contribuem para que a dimensão investigativa não se efetive em nossa escola. Ao menos não nessas condições.

            Atualmente, o uso desses recursos tecnológicos, compreende a realização de pesquisas, a produção de trabalhos escritos e audiovisuais, a apresentação ou divulgação de resultados imediatos, como no blog da escola, no face book ou em momentos culturais, existem momentos de descontração em que os alunos usam para jogos e desafios.

Todos os envolvidos na pesquisa têm clareza da importância das mais variadas tecnologias, uma vez que elas representam a busca de uma maior qualidade de vida. Também manifestam o entendimento de que, através da investigação, novas e eficientes possibilidades de produção humana podem ser descobertas. O que resultaria então em melhores práticas sociais. Porém, nesse processo de produção, é preciso desenvolver uma formação voltada para a pesquisa, o que não se manifesta na maioria dos alunos. É necessário primeiro ressignificar a utilização das TDICs junto à comunidade escolar, pois é muito mais importante e produtivo buscar alternativas possíveis e viáveis, que simplesmente constatar as limitações.
            Entre as limitações destacadas referentes ao uso eficiente das TDICs, foi enfatizada a necessidade de formação docente para uma melhor exploração de todos os recursos que podem ser disponibilizados e aproveitados pela escola. Além disso, constatou-se a insuficiência no tempo disponível para um planejamento coletivo, no qual ações pensadas em conjunto possam ser aplicadas na transformação das realidades.

            Sendo assim, torna-se necessária uma reestruturação física e tecnológica, além de repensar o currículo e o próprio sistema educacional, quando, nesses moldes, não permite um trabalho planejado coletivamente, tanto nas propostas quanto nas ações.